Ideação Suicida na Adolescência

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta o suicídio como a segunda maior causa de mortes nessa época da vida. No Brasil, em 2016, foram registrados 845 suicídios de adolescentes, sendo a segunda causa de morte na faixa etária. Dados e notícias alarmantes que frequentemente...

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta o suicídio como a segunda maior causa de mortes nessa época da vida. No Brasil, em 2016, foram registrados 845 suicídios de adolescentes, sendo a segunda causa de morte na faixa etária.


Dados e notícias alarmantes que frequentemente são veiculadas, levam ao surgimento de dúvidas tanto para pais como para educadores. Qual a importância de possíveis influências do estilo de vida atual? Redes sociais, games, cobranças em casa e na escola, álcool, drogas, bullying, são eles os causadores? A questão não é tão simples e, muito menos, possui motivos únicos e simplórios de esclarecer. Na grande maioria dos casos, existe um transtorno mental envolvido, por exemplo, a depressão e questões multifatoriais relacionados ao ambiente e estilo de vida que esse jovem está inserido.


Nesse período da vida os adolescentes estão passando por grandes transformações cerebrais, o neurodesenvolvimento, e algumas características são marcantes dessa fase: crises existenciais com busca por uma identidade própria, necessidade de aceitação pelo grupo, maior impulsividade, oscilações de humor com irritabilidade, períodos de isolamento social e tendência a intelectualização. Essas características podem ser normais da adolescência, entretanto, quando associadas com uma doença mental e/ou um ambiente (casa, escola e comunidade) inadequado, pode fragilizar e colocar em risco o adolescente.


Verdadeiramente “ouvir” e “ver” o adolescente é vital, assim como, percebê-lo e buscar compreender suas características, captar e entender seus anseios, inquietudes e angústias, “estar ao lado”. Precisamos então, manter a percepção sempre bem aguçada com relação ao comportamento de jovens e adolescentes, pois, sabemos que há alguns sinais da chamada ideação suicida ou de depressão. Por exemplo, mudanças repentinas no comportamento e no rendimento escolar, abuso de drogas, isolamento social excessivo, desinteresse por atividades antes prazerosas, alterações do sono, discurso com ameaças de morte, automutilações, entre outros.


Buscar ajuda de um profissional em saúde mental da infância e adolescência e certificar-se de que o desenvolvimento emocional está dentro do adequado, faz-se necessário em caso de possíveis sinais de alarme.

Dr. Daniel Rufato – Médico Psiquiatra
Psiquiatra da Infância e Adolescência
Formação em Psiquiatria da Infância e Adolescência, titulado pelo Hospital de Clínicas – UFPR (RQE17356).

Fone: (47) 3422-1466 (47) 3025-5816 (47) 99293-1466
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